CMO Summit 2025: inteligência estratégica como resposta às rupturas do novo marketing

O marketing que conhecemos não está em transformação: está em colapso de modelo. Essa foi a provocação feita por Silvio Meira, fundador da TDS Company, na abertura do segundo dia do CMO Summit 2025, ao abordar um dos temas mais sensíveis do presente e inevitáveis do futuro: a ruptura sistêmica provocada pela inteligência artificial. Diante de uma plateia de líderes de marketing, inovação e negócios, Meira alertou que não se trata mais de ajustes incrementais ou de “estar por dentro” das tendências. A questão agora é reconstruir a lógica estratégica que sustenta as marcas, as operações e as decisões corporativas. E para isso, será necessário mais do que ferramentas: será preciso visão, método e coragem. Com o tema “Ruptura Sistêmica e Inteligência Estratégica – a emergência dos cisnes vermelhos”, Meira introduziu uma metáfora potente: se os “cisnes negros” representam eventos inesperados e disruptivos como uma pandemia, os “cisnes vermelhos” são rupturas de natureza profunda, que não apenas surpreendem, mas redesenham completamente as estruturas existentes. Para o palestrante, a internet foi o primeiro grande cisne vermelho do marketing. Agora, a inteligência artificial assume esse papel, exigindo a reconstrução dos sistemas operativos do mercado. “A IA não é uma ferramenta técnica. Ela cria uma nova dimensão de inteligência. Não se trata de ter uma estratégia de IA, mas de ter uma estratégia de negócios que saiba usar IA”, afirmou. Nesse contexto, Meira diferencia três níveis de inovação: adaptação (manter-se competitivo), evolução (mudanças graduais que impactam o DNA do negócio) e transformação (quando é necessário começar de novo). Estamos nesse terceiro estágio. E a IA é o epicentro. Dados, método e velocidade: os novos pilares da estratégia Segundo Meira, 40% do trabalho humano será afetado pela IA — não substituído, mas profundamente modificado. E o marketing do futuro será aquele que souber transformar dados em ação com agilidade. “Quem não tiver dados e estatísticas sobre o próprio negócio está fora”, resumiu, em uma das frases mais incisivas da palestra. Ele apresentou sua metodologia AEIOU como resposta prática ao desafio: O segredo da inteligência estratégica está menos em prever o futuro e mais em saber agir rápido diante dele. Um novo sistema operativo para o marketing A palestra foi encerrada com um convite claro: não se trata mais de aceitar o novo — mas de reconhecer que o antigo já não existe. A era da eficiência linear, dos planos estáticos e da lógica exclusivamente humana ficou para trás. O marketing do futuro será radicalmente integrado, analítico e adaptativo. Na Lead Strategia, acompanhamos de perto esse cenário de transformação e apoiamos marcas a desenvolverem inteligência estratégica em seus processos de comunicação, posicionamento e inovação. Porque, em tempos de cisnes vermelhos, não basta remar mais forte — é preciso mudar a direção da embarcação. Com informações do site Mundo Marketing
CMO Summit 2025: o futuro do marketing pede presença inteligente, conexão autêntica e liderança estratégica

Autenticidade, inteligência artificial, conexão com as novas gerações e reinvenção constante: esses foram alguns dos pilares debatidos no CMO Summit 2025. O evento, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de junho, reuniu líderes das maiores marcas do país e provocou reflexões profundas sobre o presente e o futuro do marketing. Com mais de 300 painéis que abordaram desde o impacto da IA até estratégias para dialogar com públicos cada vez mais fragmentados, o encontro mostrou que o novo marketing não é apenas digital — é estratégico, sensível e em constante reconstrução. Na abertura, Maia Mau, diretora de marketing do Google Brasil, apresentou uma imersão nos avanços da inteligência artificial. Destacando o papel do país no desenvolvimento de soluções como o sistema antirroubo dos dispositivos Android, Maia reforçou que a IA já é parte do cotidiano e deve ser encarada como ferramenta de democratização, criatividade e impacto positivo. “Estamos vendo apenas o começo dessa história”, provocou. Ferramentas como o Gemini, Deep Search e o novo AI Mode desenham um cenário em que a jornada do consumidor é hiperpersonalizada, mais intuitiva e orientada por dados, contexto e linguagem natural. Em outro painel, a atenção se voltou para o consumidor mais complexo de todos: a Geração Z. Com falas de Ted Ketterer (Coca-Cola) e Cesar Hiraoka (Mercado Livre), a conversa girou em torno da urgência da autenticidade e coerência nas narrativas de marca. Para engajar, não basta estar presente: é preciso ter propósito, agir com consistência e abrir espaço para vozes externas, como influenciadores e criadores, atuarem em parceria com as marcas. “É muito mais eficaz quando quem é relevante para essa geração fala da marca, em vez da própria marca falar de si”, destacou Hiraoka. O novo marketing é vivo e multifacetado Mais do que ajustar discursos, o desafio é estrutural: as marcas precisam reorganizar seus processos para manter relevância em mercados líquidos, digitais e hipercríticos. O Mercado Livre, por exemplo, reduziu seu valor mínimo de frete grátis para R$ 19, respondendo diretamente às limitações de renda da Geração Z. Já a Coca-Cola investiu em experiências com impacto social e simbólico, como a retomada do “chuveirão de Sprite” em praias do país, ativação cocriada por jovens do programa Coletivo Jovem. O evento também alertou sobre os riscos de tratar gerações como blocos homogêneos. Ketterer lembrou que, apesar do discurso dominante, a Coca-Cola original segue crescendo entre jovens. A provocação deixada pelos executivos foi clara: não se trata de seguir estereótipos etários, mas de compreender comportamentos e criar pontes reais entre marcas e pessoas. E isso exige escuta, estratégia e coragem para abandonar fórmulas prontas. A urgência da inteligência estratégica Em um ambiente onde os dados são abundantes, o diferencial está na leitura crítica, na criatividade aplicada e na velocidade de decisão. Como disse Silvio Meira em outro painel do evento: “Não se trata mais de aceitar o novo; o antigo já não existe”. A inteligência estratégica, como prática e como cultura, surge como a única bússola possível para navegar rupturas profundas, como as que a IA já está provocando. Na Lead Strategia, acompanhamos de perto esses sinais do mercado para ajudar marcas a se posicionarem com inteligência, coerência e propósito em contextos cada vez mais desafiadores. Porque o marketing que lidera é o que escuta, conecta, adapta e transforma. Com informações do site Mundo Marketing