
Autenticidade, inteligência artificial, conexão com as novas gerações e reinvenção constante: esses foram alguns dos pilares debatidos no CMO Summit 2025. O evento, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de junho, reuniu líderes das maiores marcas do país e provocou reflexões profundas sobre o presente e o futuro do marketing. Com mais de 300 painéis que abordaram desde o impacto da IA até estratégias para dialogar com públicos cada vez mais fragmentados, o encontro mostrou que o novo marketing não é apenas digital — é estratégico, sensível e em constante reconstrução.
Na abertura, Maia Mau, diretora de marketing do Google Brasil, apresentou uma imersão nos avanços da inteligência artificial. Destacando o papel do país no desenvolvimento de soluções como o sistema antirroubo dos dispositivos Android, Maia reforçou que a IA já é parte do cotidiano e deve ser encarada como ferramenta de democratização, criatividade e impacto positivo. “Estamos vendo apenas o começo dessa história”, provocou. Ferramentas como o Gemini, Deep Search e o novo AI Mode desenham um cenário em que a jornada do consumidor é hiperpersonalizada, mais intuitiva e orientada por dados, contexto e linguagem natural.
Em outro painel, a atenção se voltou para o consumidor mais complexo de todos: a Geração Z. Com falas de Ted Ketterer (Coca-Cola) e Cesar Hiraoka (Mercado Livre), a conversa girou em torno da urgência da autenticidade e coerência nas narrativas de marca. Para engajar, não basta estar presente: é preciso ter propósito, agir com consistência e abrir espaço para vozes externas, como influenciadores e criadores, atuarem em parceria com as marcas. “É muito mais eficaz quando quem é relevante para essa geração fala da marca, em vez da própria marca falar de si”, destacou Hiraoka.
O novo marketing é vivo e multifacetado
Mais do que ajustar discursos, o desafio é estrutural: as marcas precisam reorganizar seus processos para manter relevância em mercados líquidos, digitais e hipercríticos. O Mercado Livre, por exemplo, reduziu seu valor mínimo de frete grátis para R$ 19, respondendo diretamente às limitações de renda da Geração Z. Já a Coca-Cola investiu em experiências com impacto social e simbólico, como a retomada do “chuveirão de Sprite” em praias do país, ativação cocriada por jovens do programa Coletivo Jovem.
O evento também alertou sobre os riscos de tratar gerações como blocos homogêneos. Ketterer lembrou que, apesar do discurso dominante, a Coca-Cola original segue crescendo entre jovens. A provocação deixada pelos executivos foi clara: não se trata de seguir estereótipos etários, mas de compreender comportamentos e criar pontes reais entre marcas e pessoas. E isso exige escuta, estratégia e coragem para abandonar fórmulas prontas.
A urgência da inteligência estratégica
Em um ambiente onde os dados são abundantes, o diferencial está na leitura crítica, na criatividade aplicada e na velocidade de decisão. Como disse Silvio Meira em outro painel do evento: “Não se trata mais de aceitar o novo; o antigo já não existe”. A inteligência estratégica, como prática e como cultura, surge como a única bússola possível para navegar rupturas profundas, como as que a IA já está provocando.
Na Lead Strategia, acompanhamos de perto esses sinais do mercado para ajudar marcas a se posicionarem com inteligência, coerência e propósito em contextos cada vez mais desafiadores. Porque o marketing que lidera é o que escuta, conecta, adapta e transforma.
Com informações do site Mundo Marketing