LGPD no marketing digital: obstáculo ou oportunidade?

Foto: Rawpixel.com / Freepik
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A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) mudou para sempre a lógica do marketing digital no Brasil. Em vigor desde setembro de 2020, a legislação exige transparência, consentimento explícito e responsabilidade no uso de dados pessoais. O que parecia barreira virou oportunidade: empresas que se adaptam criam vínculos mais fortes com consumidores.

Michel Souza, especialista em Social Media e autor do livro Marketing Digital (LGPD) & Formulários, concedeu uma entrevista, recentemente, à Jovem Pan. Para compreender como a LGPD influencia estratégias de mídia e campanhas digitais, trazemos esta matéria a fim de elucidar os principais pontos abordados na ocasião.

Segundo Michel, o impacto da LGPD foi imediato: práticas então comuns, como compra de listas de e-mails ou coleta sem consentimento, se tornaram ilegais. O Art. 7º da lei é categórico: o tratamento de dados pessoais só ocorre, portanto, mediante consentimento do titular ou outra base legal prevista.

“O foco deixou de ser volume e passou a ser confiança. Hoje, o desafio é construir relacionamentos sustentáveis, não inflar bases de contatos de qualquer forma”, explica.

O que mudou no dia a dia do Social Media

Para quem atua diretamente com redes sociais e geração de leads, o ponto mais sensível foi a coleta de dados. A LGPD trouxe o princípio da necessidade (Art. 6º), que determina que apenas informações essenciais podem ser solicitadas em formulários.

Além disso, o Art. 9º reforça que o consentimento deve ser informado e claro, deixando transparente a finalidade do uso de dados. Essa mudança levou a páginas de captura mais objetivas, políticas de privacidade simplificadas e linguagem acessível ao público.

Ainda que muitos empresários vejam a legislação como obstáculo, Michel enxerga outro caminho: “A LGPD não trava o marketing, ela equilibra a relação entre empresa e consumidor. Quem respeita os direitos previstos no Art. 18 transmite confiança, conquista engajamento e melhora resultados.”

Na prática, marcas que tratam dados com ética fortalecem sua reputação e ampliam taxas de conversão. Para se adequar, Michel destaca quatro frentes principais:

  1. Revisão de formulários e fluxos de coleta de dados;
  2. Alinhamento contratual com fornecedores e parceiros de tecnologia;
  3. Governança de bases de dados, permitindo acesso, correção ou exclusão de informações pelo titular;
  4. Flexibilidade nas preferências de comunicação, incluindo descadastro fácil em newsletters.

Dessa forma, essas medidas tornam a empresa mais preparada para o ambiente digital e menos exposta a riscos legais.

Dados próprios e personalização ética

Com o fim da coleta indiscriminada, as estratégias caminham para o fortalecimento do first-party data, ou seja, dados coletados diretamente dos clientes, com consentimento e transparência.

“O futuro será de campanhas cada vez mais personalizadas, mas com ética. Respeitar o titular e entregar relevância ao mesmo tempo será o grande diferencial”, projeta Michel.

A entrevista mostra que a LGPD não deve ser encarada como barreira, mas como um ponto de virada no marketing digital brasileiro. Transparência, consentimento e confiança são os novos pilares da competitividade. Marcas que souberem unir principalmente dados, criatividade e ética transformarão a legislação em vantagem estratégica.

A Lead Strategia, agência número 1 em transformar estratégia em resultado, é uma empresa do Grupo Lead Hub. 

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