
E se houvesse a possibilidade de você ir para aquele festão de casamento sem conhecer os noivos? Pagando ingresso mesmo, como se fosse um show com open bar? Essa é a ideia do site francês Invitin. Tudo começou quando a empreendedora francesa Kátia Lekarski estava alugando sua casa no sul da França para convidados que iam participar de um casamento. Foi aí que teve uma ideia interessante: criar uma plataforma que conecta noivos a desconhecidos – seja para arrecadar uma renda extra para ajudar a financiar o evento ou para possibilitar a experiência de participar da festa de um estranho.
Em matéria para a repórter Lucila Runnacles, da BBC News Brasil, a noiva alemã Jennifer Reinfrank contou que, dos 100 convidados da sua festa, haveria muitas amigas heterossexuais solteiras e poucos homens . Foi aí que o Invitin trouxe a solução. Os interessados pagaram 180 euros (cerca de R$ 1.130) para acompanhar toda a cerimônia e ter acesso a aperitivos, bebidas e comidas.
Como funciona o Invitin?
Segundo a fundadora, o site promove conexão entre diferentes culturas e a vivência de uma experiência única. Os organizadores de cada evento podem escolher idade e perfil dos convidados. Informações sobre onde e como será a festa, além do dress code, o valor do ingresso e as comidas e bebidas que serão oferecidas também são divulgadas para os convidados pagantes interessados.
Os “candidatos” a convidados pagantes têm que responder a algumas perguntas sobre idade, sexo e profissão. Além disso, suas redes sociais são verificadas pelo site. Após essa etapa, o perfil pode ou não ser aprovado.
O Invitin faz o match entre os interessados e fica com 15% do valor. Também gera um contrato em que os convidados pagantes se responsabilizam a chegar no horário, a respeitar o código de vestimenta e a manter um bom comportamento.
A start-up foi lançada em abril de 2025 e já tem 2.000 usuários, entre anfitriões e possíveis candidatos a convidados. Até o momento, já foram feitas seis celebrações via Invitin na França, Espanha, Rússia e Portugal. Por enquanto, o site tem versões apenas em francês e inglês.
*Com informações da BBC News Brasil.