
Escrever sobre autoestima me deixa realmente feliz, pois na minha concepção e baseado nos meus estudos sobre Psicologia Positiva, é um tema muito necessário ultimamente e que precisa ser amplamente divulgado. A autoestima está fortemente ligada à comunicação interna de cada indivíduo, ou seja, é preciso observar o nosso diálogo interno.
O mundo à nossa volta pode estar barulhento, mas dentro de nós pode ter um lugar de paz e serenidade. Buscar ajuda de um profissional pode ser o primeiro passo para esse equilíbrio. Psicólogos, psiquiatras, terapeutas, são exemplos de profissionais preparados para auxiliar nessa questão. Além disso, investir em autoconhecimento também é primordial. Quando você se conhece, você sabe identificar quais crenças você carrega e quais não são suas. Dessa forma, será capaz de escolher o que entra em seu território emocional. Um “eu” fraco, carregado de crenças do passado ou focado apenas no futuro, não consegue gerir pensamentos, nem ficar no presente, muito menos equilibrar suas emoções.
Se o pensamento negativo surgir, filtre-o e questione essa ideia, duvide de seus pensamentos. Nem toda lembrança merece morada e nem toda crítica merece atenção. Não terceirize o domínio da sua mente. Com prática e auxílio profissional, você consegue “frear” antes de reagir e evitará lotar sua mente com ideias ou conceitos irreais ou ainda que foram estimulados por terceiros. Você já reagiu a uma situação e depois se arrependeu? O nosso cérebro consegue aprender, basta observar seus pensamentos. Observe-os, mas sem se identificar com eles.
E lembre-se: pessoas emocionalmente maduras raramente se ofendem, pois elas serão capazes de compreender que o controle não está fora, está dentro. E você pode escolher não se rejeitar.
Cada crítica que você achar que pode te ferir, antes de reagir, analise e pergunte-se o que essa pessoa está me mostrando sobre ela mesma? E o que eu posso tirar “desta crítica” que vai me fazer crescer e o que “desta crítica” não corresponde a mim? Essas perguntas transformam dor em sabedoria e o sofrimento em consciência.
Pratique a autoempatia
Sua comunicação interna interfere diretamente em seus resultados, então, antes de falar bem com os outros, a gente precisa aprender a falar bem com a gente mesmo. Você falaria com um amigo como fala consigo mesmo? Se a resposta for “não”, está na hora de suavizar seu diálogo interno. Autoempatia não é desculpa, é combustível para avançar. E quando você melhora a comunicação com você mesmo, sua mente deixa de ser campo de batalha e vira central de comando. E quem se lidera bem, inspira qualquer um ao redor.
Ninguém tem o poder de te ferir, a menos que você entregue esse poder e nunca se esqueça: o olhar do outro revela apenas o que o outro é. Treine todos os dias praticar a serenidade, a calma e o perdão. Respire antes de responder, reflita antes de agir e observe antes de julgar. Provar é um fardo, mas compreender é libertação.
Rodapé: Autoempatia é a capacidade de se conectar consigo mesmo de maneira atenciosa e respeitosa, essencial para o bem-estar emocional e a saúde mental.
Conheça a autora
Simone Freitas é colaboradora da Lead Strategia, empresa do Grupo Lead Hub. É Articuladora Regional do Programa de Visitas da Petrobras, um dos contratos mantidos pela Lead com a maior empresa de óleo e gás do país. Mora em São José dos Campos (SP). É formada em Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Relações Públicas). Em dezembro, conclui uma pós-graduação em Psicologia Positiva. É praticante e apaixonada por dança de salão, teatro e esportes. Ao ingressar nas artes, despertou para uma nobre causa: a da Comunicação Positiva, tão necessária atualmente. E, ao unir comunicação, psicologia positiva e artes, ela vem nos mostrar que esta é a receita infalível para equilibrar corpo e mente. Amante do saber, ela também se baseia nos conceitos da filosofia e de bons livros. Sua frase: “Faça o que te faz feliz!”.